Banco do Brasil é o Primeiro Banco a Usar IA em Gerenciador de Finanças no Brasil

BB implementa inteligência artificial generativa no Minhas Finanças, tornando-se pioneiro no uso de IA para orientação financeira pessoal no setor bancário brasileiro.

O Banco do Brasil acaba de marcar um momento histórico no setor financeiro nacional: a instituição se tornou o primeiro banco brasileiro a implementar inteligência artificial generativa na interação direta com clientes pessoas físicas.

A novidade está na ferramenta Minhas Finanças Multibanco, disponível no site e no aplicativo do banco, que agora utiliza IA para fornecer dicas personalizadas de como melhorar as finanças pessoais.

O Que Mudou

Até então, o Minhas Finanças já utilizava IA para categorizar automaticamente os lançamentos financeiros — classificando gastos em categorias como transporte, saúde e educação. Só em 2024, foram categorizados mais de 15 bilhões de lançamentos com precisão de 91%.

A novidade é o uso de IA generativa para analisar o perfil financeiro de cada cliente e sugerir ações concretas:

  • Melhores condições para contratação de crédito
  • Orientação sobre compartilhamento de dados via Open Finance
  • Dicas para negociações mais vantajosas
  • Sugestões personalizadas conforme contexto financeiro
Números Impressionantes

O Minhas Finanças não é ferramenta pequena. Segundo o BB, a plataforma registra:

  • 460 milhões de acessos
  • 25 milhões de usuários únicos
  • 7 milhões de pessoas físicas auxiliadas por mês
  • Mais de 3 milhões de planejamentos financeiros executados
  • Valor total planejado superior a R$ 22 bilhões
  • Economia de mais de R$ 7,5 bilhões para clientes
Por Que Isso Importa

A decisão do BB de implementar IA generativa não é apenas tecnológica — é estratégica. O banco explica que a inteligência artificial pode melhorar a sustentabilidade financeira da própria instituição: quando clientes seguem as sugestões e contratam as melhores linhas de crédito, o banco pode reduzir provisões para perdas e aumentar a fidelização.

É um modelo ganha-ganha que deve inspirar outros bancos brasileiros a seguir o caminho.

O Contexto: IA Agêntica no Setor Financeiro

A movimentação do Banco do Brasil está alinhada com uma tendência global. Pesquisa da Wolters Kluwer mostra que 44% das equipes de finanças adotarão IA agêntica em 2026 — um crescimento de 600% em relação a 2024.

O setor financeiro é particularmente promissor para agentes de IA porque:

  1. Dados estruturados — transações financeiras são ideais para análise por IA
  2. Alto volume — milhões de operações que seriam impossíveis de analisar manualmente
  3. Valor mensurável — fácil calcular ROI em economia e eficiência
  4. Regulação clara — o Banco Central já tem resoluções sobre educação financeira
O Que Esperar a Seguir

Com o BB abrindo caminho, a expectativa é que outros grandes bancos brasileiros (Itaú, Bradesco, Santander) acelerem seus próprios projetos de IA.

Para empresas e profissionais que querem se preparar para essa transformação, é importante entender a diferença entre:

  • Chatbots tradicionais — seguem scripts pré-definidos
  • IA generativa — cria respostas personalizadas baseadas em contexto
  • Agentes autônomos — tomam ações proativamente (o próximo passo)

O Banco do Brasil está no segundo estágio. O terceiro — agentes verdadeiramente autônomos que gerenciam finanças com mínima intervenção humana — é o que vem a seguir.


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